HAPPY Estudos e pesquisas sobre atendimento escolar hospitalar

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Os resumos de pesquisas (assim como esta home page) são partes integrantes do PROGRAMA DE PESQUISAS PARA O DESENVOLVIMENTO DE ESTRATÉGIAS VOLTADAS PARA OS DIREITOS E NECESSIDADES EDUCACIONAIS DAS CRIANÇAS E JOVENS HOSPITALIZADOS (Fonseca, 1995) que conta atualmente com 10 projetos nesta área específica.

Este PROGRAMA tem como objetivo-fim contribuir para com a consolidação de políticas, diretrizes e ações pedagógicas nesta área não apenas para fortalecer a atuação dos profissionais, mas para que esta se reflita num melhor atendimento pedagógico-educacional das crianças e jovens hospitalizados.

Para facilitar o intercâmbio com profissionais de outros países, esta home page está sendo veiculada também em Inglês. Estudos e pesquisas aqui divulgados:

 

O comportamento da criança pequena durante exames médicos. (janeiro/92-julho/95)

Esta pesquisa apresenta uma série de estudos com o objetivo de compreender o comportamento infantil durante exames radiológicos. Um modelo multifatorial foi proposto como suporte teórico às variações no comportamento da criança durante os exames. A testagem deste modelo foi feita considerando-se a contribuição relativa de uma série de variáveis que podiam contribuir para o tipo de comportamento apresentado pela criança durante o exame.

O primeiro estudo (34 crianças) foi implementado para obter uma visão geral e entendimento dos diversos exames aos quais as crianças pequenas eram submetidas no Departamento de Radiologia de um hospital infantil de Londres. Este estudo envolveu 12 exames diferentes.

O estudo piloto (48 crianças) teve como objetivo acessar, de forma sistemática, os padrões de comportamento apresentados por crianças pequenas que se submetiam a exame de ultrasom e, identificar e refinar a estrutura dos instrumentos utilizados para a coleta de dados durante um estudo posterior, de intervenção.

O propósito do estudo de intervenção (213 crianças) foi o de verificar se um método que envolvia ensaio prévio do exame e a participação ativa e estruturada do familiar e da criança durante o exame era efetivo na redução dos distúrbios de comportamento apresentados pela criança durante o exame. Neste estudo dois exames foram utilizados: o cistograma urinário e o ultrasom.  

Os resultados demonstraram que o exame de ultrasom, que não envolve dor ou desconforto causava tanto distúrbio no comportamento da criança quanto o exame de cistograma urinário que, ao menos, causava um certo desconforto. A preparação do familiar-criança para o exame não foi efetiva nem na prevenção nem na redução dos distúrbios de comportamento das crianças.

O objetivo do estudo sobre o examinador (41 crianças) foi o de mostrar se o comportamento apresentado por este profissional contribuía para a redução ou não dos distúrbios da criança durante os exames. Este estudo envolveu apenas o exame de ultrasom.

 Constatou-se que o comportamento do examinador durante a fase inicial do exame era um importante fator na reação apresentada pela criança quando examinada. Estes dados contribuíram para um melhor entendimento do desenvolvimento infantil assim como acrescenta informações significativas para a educação destas crianças (incluindo-se aí a preparação para exames médicos), para o treinamento dos profissionais de saúde e para a política de humanização do ambiente hospitalar.

Parte dos resultados desta pesquisa foi apresentada no 36º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto/UERJ, Rio de Janeiro (Fonseca, 1998c).

 

Escola hospitalar: uma modalidade válida de atendimento? (outubro-dezembro/95)

Este estudo buscou explorar empiricamente a hipótese da relevância do atendimento de uma escola hospitalar para a problemática de saúde e de desenvolvimento geral das crianças que, enquanto hospitalizadas, vivenciavam as atividades pedagógico-educacionais oferecidas por esta modalidade de atendimento da Educação Especial.

Os resultados demonstraram que o atendimento escolar sistemático proporcionado às crianças hospitalizadas contribui para um melhor desenvolvimento delas. A possibilidade de saída do leito, bem como a proposição de atividades motivadoras e a observação de que outras crianças também vivenciam estas experiências, contribui para uma performance mais assertiva destas crianças, se comparadas com aquelas que não são atendidas sistematicamente e que, por conseguinte, tem seu campo motivacional muito mais restrito.

O atendimento pedagógico-educacional que é desenvolvido na escola hospitalar contribui para uma mais rápida recuperação da saúde das crianças que participam do mesmo. Sendo assim não podemos ignorar a possível validade e significância desta modalidade de atendimento na redução do tempo de internação das crianças.

Dados desta pesquisa foram apresentados no V Seminário Brasileiro de Pesquisa em Educação Especial realizado na Universidade Federal Fluminense (Fonseca, 1996). O relatório final da mesma foi publicado na revista Temas sobre Desenvolvimento (Fonseca & Ceccim, 1999).

 

Atendimento pedagógico-educacional para crianças e jovens hospitalizados: realidade nacional (julho/97-março/98)

O presente estudo foi o primeiro do gênero a fazer um levantamento dos Estados brasileiros que oferecem o atendimento escolar hospitalar e as formas como o mesmo é ministrado.

Quando da conclusão desta pesquisa em março/98, no Brasil havia 30 hospitais com atendimento escolar para seus pacientes hospitalizados, distribuídos e em funcionamento em 11 unidades federadas (10 Estados e o Distrito Federal). Na atualização feita em agosto/99, computou-se um total de 39 escolas hospitalares em 13 unidades federadas (12 estados e o Distrito Federal).

Este tipo de atendimento decorre, em sua maioria, de convênio firmado entre as Secretarias de Educação e de Saúde dos Estados.

Oitenta professores atuavam nessa modalidade de ensino atendendo a mais de 1500 crianças/mês na faixa etária entre 0 e 15 anos.

Há diversidade na política e/ou diretrizes de Educação/Educação Especial seguidas pelas escolas em ambiente hospitalar, o que não diz respeito apenas às adequações regionais específicas.

As escolas hospitalares foram unânimes no que diz respeito a seu objetivo: dar continuidade aos processos de desenvolvimento psíquico e cognitivo das crianças e jovens hospitalizados através de propostas voltadas para as necessidades pedagógico-educacionais e direitos à educação e à saúde desta clientela em particular etapa de vida quanto ao crescimento e desenvolvimento físico e emocional.

Partes específicas dos resultados desta pesquisa foram apresentadas respectivamente na 50ª Reunião Anual da SBPC (Fonseca, 1998a), na Jornada Científica Comemorativa do 63º Aniversário do Hospital Municipal Jesus (Fonseca, 1998b) e na 21ª Reunião Anual da ANPED (Fonseca, 1998d).

Alguns dos resultados desta pesquisa foram apresentados no III Congresso Íbero-Americano de Educação Especial realizado em Foz do Iguaçu/Paraná (Fonseca, 1998e; Fonseca e Ceccim, 1998).

O relatório final desta pesquisa foi publicado pelo INEP em sua Série Documental: textos para discussão (Fonseca, 1999e).

Uma atualização desses dados foi publicada pela Revista Educação e Pesquisa da Faculdade de Educação da USP (1999g).

 

Escolas Hospitalares nos países de língua espanhola. (outubro/98-fevereiro/99)

Este estudo compara a realidade brasileira de escolas hospitalares com a apresentada pelos países de língua espanhola, visando uma melhor compreensão das características e peculiaridades do atendimento pedagógico-educacional de crianças hospitalizadas.

Apenas o Brasil, a Argentina, o Chile e a Espanha oferecem atendimento pedagógico-educacional para crianças hospitalizadas. O Uruguai conta com iniciativas isoladas nesta área e sem vinculação direta com os respectivos órgãos de Educação que, por isso, não dispõem de dados oficiais sobre esta modalidade.

Semelhante ao que acontece no Brasil, estas escolas hospitalares situam-se em hospitais de grandes centros urbanos com uma demanda por tratamento mais especializado como no caso do câncer. Não foi possível obter dados precisos sobre o número de professores que atuam nessa modalidade nem sobre o quantitativo de alunos atendidos.

Ficou clara a diversidade na política norteadora deste tipo de modalidade educacional e a necessidade de se definir critérios e estratégias para uma atuação mais adequada às necessidades e interesses da criança ou adolescente hospitalizados. Isto levaria também à uma melhor definição das características e formação necessárias a estes profissionais e de seu papel junto ao alunado.

Este estudo abriu a possibilidade de intercâmbio pedagógico-educacional, na área específica de escola hospitalar, entre o Brasil e os países de língua espanhola, principalmente aqueles pertencentes ao Mercosul num contexto de atenção à diversidade.

Os resultados desta pesquisa referentes aos países membros do MERCOSUL (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) incluindo-se também a Bolívia e o Chile foram apresentados da 51ª Reunião Anual da SBPC (Fonseca, 1999d).

 

A criança pequena na escola hospitalar e seu atendimento pedagógico-educacional. (fevereiro-março/99)

Este estudo objetivou verificar a adequabilidade de um kit de brinquedos e brincadeiras para crianças até 2 anos de idade (Pérez-Ramos & Pera, 1995) a um grupo de 32 crianças de educação infantil de uma escola hospitalar e a contribuição deste material para o planejamento, desenvolvimento e avaliação das atividades propostas à esta clientela específica. Para tal, os dados do registro de desempenho das crianças quando da alta hospitalar foram analisados e comparados qualitativa e quantitativamente com registros de anos anteriores.

Os resultados mostraram que o kit: (a) demonstra ser adequado às necessidades e interesses das crianças hospitalizadas, inclusive aquelas portadoras de necessidades especiais, (b) auxilia o professor em seu planejamento e no registro de desempenho das crianças e (c) facilita o envolvimento do acompanhante nas atividades propostas  às crianças hospitalizadas.

Resumo dos resultados desta pesquisa foi publicado no Boletim da Academia Paulista de Psicologia (Fonseca, 1999b). O estudo completo foi publicado na Revista Temas sobre Desenvolvimento (2000a).

 

Escolas Hospitalares no Brasil. (dados atualizados em dezembro/2003)

Nos últimos  cinco anos a oferta de atendimento pedagógico educacional em ambiente hospitalar teve 175% de aumento.

Quando da primeira pesquisa que mapeou as escolas hospitalares (1997), estávamos em apenas 30 hospitais espalhados pelo Brasil. Hoje estamos num total de 85 hospitais distribuídos por 14 estados e no Distrito Federal. 

Além disso, o doente que não esteja hospitalizado mas que se encontre impossibilitado de freqüentar a escola regular, pode contar com o atendimento pedagógico domiciliar que tem sido oportunizado por 11 estados da Federação.

Hoje, os hospitais com atendimento escolar no Brasil são:

- Região Norte (08)

            Amazonas (1):

            Acre (5): Hospital de Saúde Mental do Estado do Acre, Fundação Hospitalar do Acre, Lar dos Vicentinos, Hospital Colônia Souza Araújo e Hospital Infantil Yolanda  Costa e Silva.

            Pará (1): Hospital Ophir Loyola (oncologia)

            Tocantins (1): Hospital de Gurupi (UNIRG)

 

- Região Nordeste (16)

      Bahia (10): Hospital Sarah de Salvador, Hospital da Criança (Obras Irmã Dulce), Hospital de Clínicas Edgard Santos (UFBA), Hospital Infantil Martagão Gesteira, Hospital Roberto Santos, Centro Pediátrico Hosanah de Oliveira, Hospital Couto Maia, Hospital Erik Loeff, Hospital Santa Isabel e Hospital Manoel Novaes (Itabuna).

            Ceará (3): Hospital Infantil Albert Sabin, Instituto do Rim e Hospital do Coração

            Maranhão (1): Hospital Sarah de São Luís

            Rio Grande do Norte (1): Hospital de Pediatria da UFRN

            Sergipe (1): Hospital João Alves Filho.

 

- Região Centro-Oeste (18)

            Distrito Federal (9): Hospital de Base de Brasília, Hospital Regional Asa Sul (Materno Infantil), Hospital de Reabilitação Asa Norte, Hospital de Apoio (Oncologia), Hospital Regional de Braslândia, Hospital Regional do Gama, Hospital Regional de Ceilândia, Hospital de Taguatinga e Hospital Sarah de Brasília.

            Goiás (5): Hospital Materno-Infantil, Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Goiás, Hospital Araújo Jorge, Hospital de Doenças Tropicais de Goiânia e Centro Integrado de Saúde Mental Emanuel.

            Mato Grosso do Sul (4): Hospital Santa Casa de Campo Grande, Hospital Universitário de Campo Grande (Be-a-Ba), Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Rosa Petrossian e Hospital São Julião.

           

- Região Sudeste (44)

            Espírito Santo (1): Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória

            Minas Gerais (7): Hospital Sarah de Belo Horizonte, Hospital Universitário de Juiz de Fora, Hospital Municipal de Governador Valadares, Hospital Vital Brasil (Timóteo), Hospital Márcio Cunha (Ipatinga), Hospital Universitário Clemente de Faria (UNIMONTES) e Santa Casa de Montes Claros.

            Rio de Janeiro (15): Hospital Municipal Jesus, Hospital São Zacharias, Hospital Cardoso Fontes, Hospital de Bonsucesso, Instituto Nacional do Câncer, Hospital dos Servidores do Estado, Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (HEMORIO), Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (UFRJ), Hospital Naval Marcílio Dias, Hospital Universitário Pedro Ernesto(UERJ), Hospital Universitário Antônio Pedro (UFF), Hospital da Posse (Nova Iguaçu), Hospital Getúlio Vargas Filho, Hospital Municipal Desembargador Leal Junior (Itaboraí) e Hospital em Petrópolis.

            São Paulo (21): Hospital da Santa Casa, Hospital Pênfigo Foliáceo, Hospital do Câncer (A.C. Camargo), Hospital de Clínicas de São Paulo – UNIFESP (IOP/GRAAC), Hospital do Servidor Público Estadual, Hospital Infantil Candido Fontoura, Hospital Municipal Vereador José Storópolli (Vila Maria) – UNICAPITAL, Hospital Estadual Infantil Darcy Vargas, Instituto da Criança (USP), Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto, Hospital da SOBRAPAR (anomalias craniofaciais), Hospital Boldrini, Hospital de Clínicas de Campinas, Hospital Mário Gatti, Hospital de Clínicas e Hemocentro de Marília, Hospital de Base de São José do Rio Preto, Hospital Municipal de Paulínia, Hospital Clemente Ferreira, Instituto do Coração, Hospital Grendac – Jundiaí e Hospital do Câncer de Barretos.

           

- Região Sul (19)

            Paraná (7): Hospital Infantil Pequeno Príncipe, Hospital Erasto Gaertner, Hospital Universitário Evangélico de Curitiba, Hospital de Clínicas da UFPR, Hospital Regional do Norte do Paraná (Londrina), Hospital Universitário de Maringá e Hospital Santa Casa (Cornélio Procópio).

 

            Santa Catarina (8): Hospital Infantil Joana de Gusmão, Hospital Infantil Seara do Bem, Hospital Hélio Anjos Ortiz, Hospital Regional Alto Vale, Hospital Universitário de Santa Catarina, Hospital UNIMED de Joinville, Hospital Regional em Chapecó e Hospital Nossa Senhora da Conceição (Tubarão).

            Rio Grande do Sul (4): Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Hospital da Criança Santo Antônio, Hospital Universitário de Santa Maria e Hospital Santa Terezinha (Erechim).

 Se você tem conhecimento de alguma escola hospitalar que não conste desta listagem, ficaríamos gratos por sua informação. Entre em contato através do e-mail escolahospitalar@uerj.br

 

 Escolas Hospitalares: atualização de dados

Esta pesquisa decorreu da realização do 1o Encontro Nacional sobre Atendimento Escolar Hospitalar onde tivemos a oportunidade de obter informações sobre as escolas hospitalares em funcionamento e confirmamos que algumas delas não tinham sido incluídas na pesquisa realizada por Fonseca em 1998.

Nosso objetivo foi e é estar sempre atualizando os dados sobre a realidade das escolas hospitalares no Brasil. Também estamos buscando informações sobre os termos constantes dos convênios firmados entre as Secretarias de Educação e Saúde dos hospitais que contam com esta modalidade de atendimento, assim como obter dados sobre os professores e sua formação e o ambiente físico para o desenvolvimento do trabalho, dentre outros. Estudo semelhante foi desenvolvido nos Estados Unidos com vistas a uma comparação posterior com os dados da realidade brasileira.  

Todos os participantes do Encontro em julho de 2000 receberam, junto com os Anais do evento, o formulário desta pesquisa assim como estão sendo convidados a dela participar. Agradeceríamos se pudessem contatar colegas, no sentido de agilizar o preenchimento do formulário assim como verificar se os demais atendimentos escolares de que têm conhecimento, receberam o referido formulário de pesquisa.

Sua colaboração não apenas contribuiu para que a pesquisa seja mais completa mas também para que possamos cumprir os prazos de coleta de dados. Dessa forma disponibilizamos o formulário de pesquisa nesta página.

Participe!

 A carta e o formulário desta pesquisa na seção Atualização de dados das Escolas Hospitalares desta home page.   

Após preenchimento, remeta o formulário o mais rápido possível para o seguinte endereço:        

            Profa. Dra.  Eneida Simões da Fonseca

              Rua São Francisco Xavier, 643

              Maracanã - Rio de Janeiro, RJ

              CEP 20550-011

 Ou e-mail: escolahospitalar@uerj.br

          Em caso de dúvidas, entre em contato pelo telefone (21) 2587-7791 às 3as ou 5as feiras das 07 às 11 horas ou através do e-mail acima.

            Agradecemos desde já!

      

        Mais informações sobre estudos e pesquisas em

atendimento escolar hospitalar?

E-mail escolahospitalar@uerj.br 

fax: (21) 2264-5329


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Atualizada em agosto/2007
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